Artigos

startups

Lições de startups e empreendedorismo com o fundador do Waze

A primeira palestra no Encontro Locaweb dos Profissionais de Internet 2018, que teve presença da Agência Madison, foi de Uri Levine, o criador de startups como o Waze.

 

O israelense Uri Levine se autodefine como um empreendedor de startups focadas em grandes problemas. Seu negócio de maior expressão até o momento, o Waze, é sucesso em todo lugar: Estados Unidos, América Latina e outras tantas partes do mundo. Mas o que podemos chamar de grandes problemas? Segundo ele, se só você tem um problema, ele é pequeno. Por outro lado, se muita gente tem esse problema, você tem aí a oportunidade de criar uma startup.

Para criar uma startup como o Waze, não foi fácil. Na palestra, Levine contou como teve que ouvir vários nãos para conseguir dinheiro, mas também o quanto aprendeu sobre esse aspecto. O segredo seria enxergar o possível investidor como usuário: se ele não quer usar, ele não quer investir. Ainda assim, a dica é ser persistente e contar uma história com um começo impactante para ele, uma vez que segundos são suficientes para ele saber se a pessoa que apresenta a ideia realmente é legal para o negócio.

Nesse sentido, uma coisa que se estende também às pessoas que serão contratadas para o projeto é que ninguém quer trabalhar em empresas que não sabem tomar decisões difíceis. Para ele, é por isso que um segundo negócio tem cinco vezes mais chances de dar certo em comparação com o primeiro, já que você aprende com os erros. Além disso, feedbacks também são muito importantes para gerar ajustes e mais interações: “Melhoria contínua é a lógica do Waze”, afirma.

Todo o mundo usa o Waze, isso é mágico para mim.

Me falaram que não daria certo.

Em 2012, o Waze estava crescendo mais rápido do que toda a indústria. Em meados do ano seguinte, a Google adquiriu o aplicativo de navegação e mapas por US$1,3 bilhão – numa transação que ele garante não ter facilitado, mas que também não queria perder uma boa oportunidade de negócio, como fez o Yahoo, por exemplo, que, certa vez, não quis comprar a Google por US$2 milhões. Na ocasião, a Google não mudaria a missão nem a trajetória do Waze, só que, mesmo assim, Uri Levine o deixou no dia seguinte, para criar mais startups.

 

CLIQUE AQUI E ACESSE NOSSO INFOGRÁFICO EXCLUSIVO

“MÍDIAS SOCIAIS PARA STARTUP: COMO ELAS PODEM SER ESSENCIAIS PARA LANÇAR O MEU NEGÓCIO”

 

Atualmente, ele coleciona mais de uma dezena de startups em seu histórico tão bem-sucedido, com destaque para o Moovit, um aplicativo de mobilidade urbana com foco em informações de transporte público e de navegação que, segundo ele, cresce mais rápido do que o Waze, e que tende a se tornar mais um case, demonstrando seu excelente conhecimento de mercado e de comportamento do consumidor.

Tecnologia não é disruptiva, o que muda é o comportamento.

Disrupção é mudar o equilíbrio do mercado.

Em suas projeções para o futuro, somando-se a suas experiências pessoais, ele traça um comparativo histórico de inovação na vida das pessoas: “Há dez anos, não havia Uber. Vinte anos atrás, não havia Google. As mudanças para os próximos dez anos serão ainda maiores”. E completa: “A próxima geração não vai tirar habilitação. A seguinte, não vai acreditar que você dirigia o próprio carro nem que as pessoas morriam nas estradas”.

Sucesso! Hoje e sempre.

Postado por
Cláudio é responsável por Marketing de Conteúdo e Digital na Agência Madison