A partir dela, estratégia, conceito, identidade visual, conteúdo, mídia, audiovisual e som passaram a falar a mesma língua.
O resultado foi uma campanha institucional criada para fortalecer a relação do BOA Supermercados com seus consumidores e transformar atributos como qualidade, variedade, economia e proximidade em uma ideia capaz de circular por diferentes formatos, momentos e pontos de contato.
Um projeto desse tamanho não começa no Photoshop.
Começa na conversa.
No entendimento do momento da marca, das necessidades de comunicação, do que precisa ser preservado e, principalmente, daquilo que ainda pode ser transformado em oportunidade criativa.
O briefing do BOA colocava sobre a mesa diferentes desafios: fortalecer sua identidade, valorizar a tradição construída com os consumidores, comunicar qualidade e variedade e, ao mesmo tempo, aprofundar a conexão da marca com as pessoas.
Muitos caminhos eram possíveis.
A questão era encontrar aquele que pudesse amarrar todos eles.
Uma campanha não nasce de uma inspiração isolada. Ela vai sendo construída.
Entender o cenário, o momento da marca e o desafio que precisava ser resolvido.
Organizar objetivos, necessidades, públicos, formatos e expectativas.
Olhar para a própria marca, referências apresentadas, categoria, concorrência e códigos de comunicação do segmento.
Cruzar estratégia, redação e direção de arte para abrir diferentes caminhos antes de escolher um.
Encontrar uma ideia central forte o suficiente para sustentar toda a campanha.
E foi justamente olhando para aquilo que já pertencia à marca que o caminho começou a ficar mais claro.
Não precisávamos inventar uma palavra para traduzir a experiência que queríamos comunicar.
Ela já estava ali. No nome. “BOA” deixou de ser apenas a identificação do supermercado e passou a funcionar como território criativo.
A estratégia encontrou no próprio nome da marca uma maneira simples, proprietária e flexível de organizar diferentes mensagens sem perder reconhecimento. Mas ainda faltava colocar o consumidor no centro dessa ideia.
A palavra era BOA.
A mensagem precisava ser para você.
Foi desse encontro que surgiu o conceito:
De um lado, uma mensagem emocional que reconhece pessoas, famílias, rotinas e diferentes momentos de consumo.
Do outro, uma expressão diretamente conectada à marca e capaz de receber benefícios objetivos como qualidade, economia, variedade, frescor e conveniência.
O conceito estava encontrado. Agora ele precisava ganhar forma.
O KV não foi o ponto de partida.
Foi a consequência do raciocínio.
A identidade da campanha precisava transformar o conceito verbal em um sistema visual reconhecível, flexível e capaz de acompanhar diferentes assuntos sem perder unidade.
O símbolo da própria marca passou a participar da composição gráfica. A fotografia aproximou a comunicação de situações cotidianas e a mensagem passou a se organizar ao redor de uma linguagem simples, direta e imediatamente associável ao BOA.
Até chegar ao KV aprovado.
E aqui poderia parecer que o trabalho estava concluído.
Na prática, era justamente onde a campanha começava.
Uma ideia pensada para uma marca presente no cotidiano também precisava existir no cotidiano.
A identidade foi adaptada para diferentes formatos de mídia out of home, comunicação externa e pontos de contato físicos, levando o conceito para escalas completamente diferentes das peças digitais.
Uma campanha que começou em uma conversa já estava nas telas, nas lojas e nas ruas.
Mas ainda estava faltando uma dimensão.
Movimento… Então, avançamos para o próximo nível!
Você merece uma compra Boa
O filme levou para o audiovisual o mesmo universo construído desde o conceito.
A campanha deixou de existir apenas como composição gráfica e passou a trabalhar ritmo, situações, pessoas, imagem e narrativa em movimento.
Mais do que adaptar o KV para vídeo, o objetivo era fazer com que a mesma ideia continuasse reconhecível em outra linguagem.
E se o conceito já podia ser lido, visto e assistido, havia mais uma oportunidade para aumentar sua capacidade de reconhecimento.
Faltava fazê-lo ser ouvido. Bora ouvir com a gente?
A construção da campanha chegou à identidade sonora.
Foram desenvolvidos jingles e assinaturas capazes de transportar a linguagem do BOA para outro território: o da memória auditiva.
A mesma campanha que funcionava em um outdoor, em um post ou em um filme agora também podia ser reconhecida pelo som.
E nesse ponto, conceito, design, conteúdo, mídia, filme e som já não eram entregas isoladas. Eram partes de um único sistema.
No BOA Supermercados, o conceito nasceu da estratégia, encontrou uma linguagem própria e ganhou escala em diferentes formatos, canais e disciplinas.
Uma campanha construída para que cada parte fortalecesse a próxima — e para que, no final, tudo continuasse dizendo a mesma coisa.
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