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Criação de marca: 5 passos para construir a sua!

Criação de marca: 5 passos para construir a sua!

Na hora de abrir um novo negócio, são muitos os pontos que os empreendedores precisam considerar – e um muito importante, sem dúvida, é a criação de marca.

Afinal, é a marca que representará a sua empresa na mente das pessoas, passando as impressões, características e posicionamento de mercado do seu negócio.

É por meio da marca que diferenciamos as empresas e os produtos, mas também é por meio dela que desenvolvemos ligações afetivas, emoções e até sentimentos com os negócios.

Por tudo isso, a criação de marca deve ser algo muito bem pensando – e ir além do simples desenvolvimento de um logotipo. É fundamental analisar o que se deseja transmitir com a sua empresa, quem você quer alcançar e como o seu negócio se posicionará no mercado e na mente desses consumidores.

Parece muito difícil? Veja as dicas que separamos!

1 – Entenda melhor a sua empresa

O primeiro passo é fazer a lição de casa. Ou seja, entender muito bem quem é a sua empresa. Isso envolve definir a missão, visão e valores do seu negócio.

Avalie também qual é o diferencial da sua empresa e faça um estudo sobre o seu mercado, buscando compreender mais a fundo quem são os seus principais concorrentes – e como eles se posicionam.

Todos esses pontos são essenciais porque essas características precisam estar refletidas na sua marca. Se o seu negócio, por exemplo, tem como foco a sustentabilidade e a preocupação ambiental, é importante que essa característica seja comunicada aos seus clientes, diferenciando a sua empresa das demais.

2 – Pense nas características e no posicionamento da sua marca

Na hora de realizar a criação de marca, um exercício bem bacana é tentar pensar como se a sua marca fosse uma pessoa – e assim atribuir a ela características, qualidades e adjetivos que ajudem a identificá-la e traduzi-la.

Por exemplo, se pegarmos a Netflix para análise, quais características essa marca possui? Podemos dizer que ela é inovadora, jovem, dinâmica, presente nas mídias sociais, comunicativa, revolucionária, engraçada etc.

Todos esses são atributos essenciais que ajudam a formar a imagem mental da marca para os consumidores – e também a criar uma identidade dessas pessoas com a empresa.

Outro ponto essencial é entender qual é o seu posicionamento de mercado, ou seja, o que a sua marca promete aos seus consumidores? A Natura, por exemplo, tem como posicionamento ser uma marca sustentável e por isso promete estar sempre em busca de modos de produzir que impactem menos o meio ambiente.

Lembre-se, contudo, que essa é uma promessa que precisa ser cumprida. Não adianta você prometer, com a sua marca, uma experiência de consumo única e diferenciada, se acaba entregando o mesmo que os concorrentes (ou até pior).

3 – Avalie o seu público-alvo

É essencial que a sua marca consiga se comunicar adequadamente com o público que você deseja atrair. Por isso, quanto mais informações sobre essas pessoas você tiver, melhor será a sua criação de marca.

Se a sua ideia é, por exemplo, atrair jovens e adolescentes, é importante que a sua marca remeta a algumas características, como inovação, agilidade, criatividade, comunicação, alegria, jovialidade, entre outros.

Já uma marca que tem como público pessoas mais velhas e maduras precisará comunicar outros sentimentos como maturidade, confiança, solidez, prestígio etc.

São muitos os pontos que você pode levantar sobre seu público e que lhe ajudarão nesse momento como:

  • faixa etária;
  • renda;
  • profissão;
  • localização;
  • mídias que mais consomem;
  • linguagem;
  • hábitos de consumo;
  • problemas que seus produtos ajudam a resolver;
  • dúvidas e inseguranças que impedem a compra;
  • entre outros.

4 – Considere os elementos gráficos da marca

A maneira como todos esses itens são comunicados ao seu público é por meio dos elementos gráficos que compõem o logotipo, como as cores, as fontes, os símbolos, entre outros. Então, obviamente, eles precisam estar em sintonia com a mensagem da sua marca e com o seu público-alvo.

As cores, por exemplo, podem transmitir uma série de sensações. Veja algumas:

  • amarelo: prosperidade e energia, além de estimular o apetite;
  • branco: paz, inocência, higiene, limpeza e pureza;
  • azul: serenidade, credibilidade e segurança;
  • bordô: realeza, elegância, grandeza, poder e grandes conhecimentos;
  • marrom: maturidade, resistência e conforto;
  • laranja: energia, criatividade e movimento;
  • cinza: estabilidade e sucesso;
  • preto: luxo e sofisticação;
  • rosa: romantismo e temas ligados ao universo feminino;
  • vermelho: paixão, força e poder;
  • verde: natureza, tranquilidade e esperança.

As fontes também conseguem transmitir essas sensações, por isso precisam de cuidado na escolha. O ideal é optar por uma fonte que seja fácil de ler e escolher trabalhar com no máximo 2 fontes em um só logotipo (uma para o título e outra para demais textos que podem vir incorporados ao logo).

5 – Desenvolva o seu logotipo

Somente depois de tudo isso você poderá pensar em desenvolver o seu logotipo. Lembre-se que ele não é a sua marca, mas sim uma forma de comunicar rapidamente a sua marca e de diferenciá-la perante a concorrência.

Por isso, um bom logotipo é aquele fácil de entender, que se comunica com o público certo, consegue transmitir uma mensagem, é facilmente reconhecível perante a concorrência, pode ser usado em vários tamanhos e consegue ter um bom impacto.

São muitas as opções de logotipo que você poderá escolher, como:

  • abstrato: são logos que não têm um significado explícito, pelo contrário, os próprios consumidores criam o significado que desejam. Um exemplo é o Google Chrome;
  • mascote: logotipos representados pelo rosto de um mascote. Embora ajudem a humanizar a marca, eles estão caindo em desuso e só são indicados para segmentos específicos (como se você desejar dar um ar mais retrô a sua marca). A Quaker é um bom exemplo de logotipo dessa forma;
  • emblema: são, na maioria das vezes, circulares e combinam texto e emblema, criando um visual sofisticado e arrojado, como o logotipo da Starbucks;
  • iniciais: se o nome da sua marca é composto por 3 nomes ou mais, uma boa ideia é resumi-lo para ficar mais fácil de ser lembrado, e as iniciais podem compor o seu logotipo, como é o caso da IBM;
  • ícone: também chamado de simbólico, é a representação da sua marca por meio de uma metáfora visual, por exemplo o pássaro do Twitter que remete aos tweets (“pios”, em português);
  • tipográficos: são os logotipos com texto que usam cores e fontes para criar uma identidade visual. A desvantagem é que esse logo é mais difícil de ser escalável e perde a legibilidade quando é reduzido. O problema pode ser resolvido criando um logotipo icônico ou transformando a primeira letra em logotipo. Um exemplo é o logo do Facebook;
  • combinação: pode combinar vários dos estilos acima, sendo o mais comum o uso de ícones e tipografia, como o logo do McDonald’s.

Como você viu, a criação de marca envolve uma série de passos – e vai muito além do que o desenvolvimento de um logotipo. Afinal, é preciso pensar na personalidade e nas características da sua marca, que devem estar em sintonia com a sua empresa e com o seu público-alvo.

Gostou deste conteúdo? Quer investir na criação de uma marca para a sua empresa? Entre em contato com nossos especialistas e saiba como podemos ajudá-lo!

 

Postado por
Sócio Diretor na Agência Madison